Consagra-te Espiritualidade Mariana na vida dos Santos  

Como já dizia o saudoso Pe. Flávio Jerônimo do Nascimento, devemos nos referir a Mãe de Deus a chamando de «Maria Santíssima», ou o nome «Maria»  acompanhado por algum adjetivo (dogma, virtude ou outro), para não confundir com Maria, tua mãe, tua tia, ou «Maria da esquina».  Por mais íntimo que seja o nosso relacionamento com Ela, devemos sempre manifestar um «dengo», um carinho maior.
«Depois disto é preciso dizer, em verdade, com os santos:
De Maria nunquam satis... Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço ela merece. (TVD 10)»
Os exercícios e meditações deste livro são mais longos e densos que nos manuais anteriores; todos nós, porém, contando com a misericórdia de Deus, não veremos como peso ou dificuldade e, sim, como auxílio maior, pois também servem como fonte de estudo, formação e pesquisa da mística dos santos.


Serão 33 dias de exercícios espirituais. Eles estão estruturados da seguinte forma:
1º - Orações diárias estabelecidas pela tradição para cada semana.
2º - Meditação do dia.
3º - Objetivos deste dia.
4º - Leituras do Tratado da Verdadeira Devoção.
5º - Leituras de Santos ou documentos da Igreja.
6º - Reflexão Pessoal ou Sugestões de atividades.
7º - Oração de Súplica a Nosso Senhor.
8º - Leituras Complementares.


Aqueles que estiverem fazendo os exercícios na quaresma poderão pausar mais a leitura de modo que a façam em 40 dias. Já os que estão utilizando esta obra como preparação para o mês de maio, deverão suprimir a leitura para 31 dias ou fazer apenas os doze primeiros dias para libertar-se do espírito do mundo, como foi pedido na aparição de La Salette. Você pode e deve adaptar sua leitura de acordo com os dias do seu objetivo espiritual.
Aqueles que estão se preparando para a consagração à Virgem Maria e que não dispuserem de muito tempo, poderão fazer as orações e leituras ao longo do dia ou ser dispensados a princípio do item 1º (Orações) e do item 8º (Leituras Complementares) ou alguma outra leitura recomendada. Temos certeza de que o Espírito Santo serve-se destas orações e leituras, mas não necessariamente precisa de todas elas para agir numa alma. As orações definidas para cada semana estarão listadas na página que separa os períodos que têm a imagem dos santos.
Na capa desta obra e intercalando as partes deste livro, colocamos propositalmente imagens inéditas, composições de fotografias e vitrais, para que, ao visualizar a imagem dos  escritores santos, dos papas, dos autores e dos bem-aventurados, se torne mais fácil o relacionamento do leitor com estes.
Uma síntese biográfica destes será apresentada na página subsequente, ordenando-se da esquerda para a direita, todos sob a proteção maternal de Nossa Senhora das Graças, e todos serão conhecidos com mais detalhes ao longo da obra.
Devemos buscar atingir espiritualmente o objetivo proposto para cada dia específico.
Querendo viver bem os exercícios espirituais, é-nos necessária a graça de Deus. Para tanto, é indispensável a cada dia pedir os dons ou os frutos do Espírito Santo. Assim, colocamos o item 3º (Objetivos), que deve nortear o nosso  exercício espiritual.
O item 6º (Reflexão pessoal ou sugestões de atividades) são perguntas, questionamentos, onde se poderá  analisar, avaliar como está sua vivência, se está ou não atingindo o objetivo proposto.
O item 7º (Oração de Súplica) é um pedido a Nosso Senhor que, assim como deu aos santos, bem-aventurados e servos de Deus, como a São Luís Maria Grignion de Montfort, algumas virtudes, pela intercessão de Nossa Senhora, também nos dê a graça de alcançar tal virtude. Empregamos este momento para dar louvores à Mãe de Deus, utilizando dos títulos dados a Ela no Ofício da Imaculada Conceição, onde aproveitamos para explicar resumidamente o sentido de cada invocação.
Também podemos fazer uma parada de alguns dias entre as semanas para melhor meditar e colher frutos das orações, não negligenciando o tempo de preparação, mas buscando terminá-los num dia especial: festa de Nossa Senhora, e “sem hora”, ou melhor, Nossa Senhora do tempo, pois todos os dias são da Virgem Maria para que, de uma maneira solene, oficializemos ou renovemos a nossa consagração conforme os costumes do lugar ou das orientações apresentadas no final deste livro, que tem aprovação diocesana.
Alguns livros e documentos mencionados na íntegra da sua grafia objetivam preservar a expressão original do autor e provocar o desejo de conhecer o restante da obra em questão. Também manterão a referência do número do parágrafo ou artigo da obra original e não da página em questão da vida e obra dos autores santos ou bem-aventurados, como também Catecismo da Igreja Católica, ou das cartas apostólicas. Mais detalhes dos mesmos serão apresentados na bibliografia da obra no final deste livro para que assim se facilite a localização das mesmas quando variadas as edições e editoras.


Retiramos a grafia em latim, para dar maior fluência às leituras.
O nome dos autores santos, alguns ainda vivos, canonizados ou não, estão em negrito. Não temos a pretensão de abreviar o julgamento da Igreja. Estes estão escritos em negrito para valorizar o testemunho de vida do autor na vivência das virtudes.
Os nomes de Jesus e Maria, que não se comparam às criaturas, estão em grafia normal porque são citados inúmeras vezes, e  se fossem grafados em negrito, poderiam ofuscar esta homenagem aos seus filhos santos.
O critério de escolha dos artigos foi baseado na importância formativa, confrontando a relação destes com a Virgem Maria, a influência destes e o sopro do Espírito Santo na história dos autores desta obra. Daremos uma atenção especial aos escritos de São Luís Maria Grignion de Montfort, do Santo redentorista Afonso Maria de Ligório, do carmelitano Beato Frei Miguel de Santo Agostinho, dos padres Santo Antônio Maria Claret, Santo Cura D'Ars, do Sacramentino Bem- Aventurado Pe. Julio Maria Lombaerde e  do Frade Franciscano Padre  Stefano Maria Manelli.
Iniciaremos os exercícios espirituais dividindo-os em quatro períodos.
Primeiro período - Composto de doze dias, são exercícios preliminares para nos libertarmos do espírito do mundo e nos enchermos do espírito de Deus, que é o Espírito Santo. Serão mostradas situações correlacionadas com as “bem-aventuranças” para nos conduzir a esta vitória, que é viver neste mundo como estrangeiro, pois minha pátria é o Céu.
Segundo período - É a primeira semana de sete dias na qual nos dedicaremos ao nosso autoconhecimento. Triste do homem que não se conhece! O meu maior inimigo sou eu, pois sei meus pontos fracos! Com a ajuda de São Paulo, falando-nos sobre a caridade, e de escritos e documentos da Igreja, conheceremos o nosso fundo mau, a nossa incapacidade de fazer boas obras e de fazer o bem ao próximo; veremos a necessidade do auxílio daquela que somente Deus conhecia, Alma Secreta, cheia de privilégios para nos ajudar a executar o projeto salvífico de Deus.
Terceiro período - É a segunda semana de sete dias. Nesta meditaremos o conhecimento de Maria Santíssima. Utilizaremos especialmente, nesta semana, textos que exortam as suas virtudes. A Igreja define a virtude como uma disposição habitual e firme para fazer o bem.  O coração de um escravo de amor deve empenhar-se e desejar bons hábitos. Que não são vícios, e sim virtudes.


O Catecismo nos aponta que o objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus. Assim, se sua alma tem sede de virtude, nada melhor que  imitar a Mãe de Deus!
Quarto período - É a terceira semana de sete dias. Nesta última semana fortaleceremos o nosso conhecimento de Jesus, que não veio para mudar a lei, e para sim complementá-la. Nossa meditação será focada nos dez mandamentos de Deus revelados a Moisés, como também nas orientações doutrinárias. Redescobrindo o nosso lugar na Igreja, valorizando a função dos leigos e das novas comunidades de vida e aliança, no fortalecimento e no despertar de vocações, contemplando como que estes grupos crescem e se relacionam com Deus e com a Virgem Maria, como Igreja, na Igreja e para a Igreja. São observados como “um novo modelo” escolhido pelo Espírito Santo para soprar nestes últimos tempos.

Atenção:
De agora em diante os escritos grafados em itálico e também margeados, como neste caso, serão de responsabilidade dos autores desta obra e estão abertos ao julgamento da Igreja. Já os grafados com letra normal são transcrições de livros dignos de fé, com aprovação eclesiástica e já conhecidos e “acolhidos” ao patrimônio da Igreja.