A Casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus surgiu no nosso coração, logo depois que fizemos o seminário de Vida no Espírito santo na Comunidade de Casais Vida Nova, ou seja, antes mesmo da fundação da Fraternidade, que só se deu em 2004.
No ano de 2001, sem compreendermos o significado, escutávamos do Senhor a determinação de termos uma terra, não apenas uma propriedade rural, um imóvel, mas uma terra que seria sagrada.
Neste período muitas passagens faziam referência a Segunda vinda de Jesus, que a principio para nós, não fazia sentido. Uma forte afeição, amor e atração a Mãe de Deus, nunca experimentada antes, foi surgindo, acompanhada de indignação por perceber que esta Mulher, não era proclamada, conhecida e amada pelos próprios católicos, como deveria ser.
Entre tantas passagens, algumas nos marcaram:
"Quando tirardes à sorte para a partilha da terra, deduzireis a título de oferenda reservada ao Senhor, uma porção da terra, que será sagrada". (Ez 45,1)
Até onde ia nosso entendimento, abraçávamos a idéia que seria uma terra, para acolher as pessoas em preparação a volta gloriosa de Jesus. Neste tempo foi se intensificando o amor a Virgem Maria, e assim no ano de 2002 fomos conduzidos pelo sopro de Deus a consagração.
“7. A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes”. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros. 8. E haverá uma vereda pura, que se chamará o caminho santo; nenhum ser impuro passará por ele, e os insensatos não rondarão por ali. 9. Nele não se encontrará leão, nenhum animal feroz transitará por ele; mas por ali caminharão os remidos, 10. Por ali voltarão àqueles que o Senhor tiver libertado. “Eles chegarão a Sião com cânticos de triunfo, e uma alegria eterna coroará sua cabeça; a alegria e o gozo possuí-los-ão; a tristeza e os queixumes fugirão”. (Is 35, 7-10)
No ano de 2005, depois da fundação da comunidade estávamos atentos aos sinais e a vontade de Deus. Instruídos por Padre Manoel, sacerdote diocesano, que já nos acompanhava, em nossas orações, fomos perguntando ao Senhor da Messe, como seria esta terra, suas características e objetivos.
Pelos olhos do espírito, era uma terra desnivelada, onde a casa ficava no alto e neste local corria água. Não era algo apertado entre os muros, era grande e espaçosa, uma fortaleza. Pelo lado humano e material, que todos temos, faltava-nos a crença, de como adquirir algo, que para nós seria um desafio em virtude da capacidade e recursos financeiros. Até jogamos na Mega-sena, imaginando que seria desta forma que a Virgem nos enviaria o dinheiro para a aquisição da terra.
Aos poucos fomos ficando convictos, que este dinheiro teria que passar por nossa abdicação do que tínhamos juntado nestes anos de trabalho, pois realmente mais que nosso, nossos bens por justiça pertencem a Deus. Só Ele pode capacitar a humanidade para o trabalho, que é a fonte de renda.
Dona Francisca, fundadora da Comunidade Maria Auxiliadora dos Cristãos, muito nos ajudou no esclarecimento, que cada um, pode fazer de suas rendas, o que aprouver, mas o que mais convém é deixar a disposição de Deus. O livro de Esdras foi decisivo na orientação que este dinheiro não viria do céu. A Providência de Deus existe a cada dia, sem duvida, mas não viria do jogo, que escraviza por ser um vicio.
«8. Também ordeno como é que se deve proceder com aqueles anciãos dos judeus, tendo em vista a reconstrução da mencionada casa de Deus: das receitas reais provenientes dos impostos de além-rio, a despesa será fielmente paga a esses homens, a fim de que a obra não sofra interrupção. 9. Tudo aquilo que for necessário para os holocaustos do Deus do céu, novilhos, carneiros e cordeiros, trigo, sal, óleo e vinho, ser-lhes-á dado a cada dia, sem falta, segundo a ordem dos sacerdotes que estão em Jerusalém» (Esd 6,8-9)
Um detalhe importante é que, no tempo oportuno Deus nos daria um sinal no céu, para demarcar o local escolhido e o tempo da aquisição.
Aguardando o tempo do Senhor, vivendo e exercendo o chamado de Deus para a fundação é que fomos adentrando no segredo do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem e ao passo que fomos interiorizando este livro, aquelas mensagens bíblica anteriores, foram tomando um sentido de cumprimento das profecias estabelecidas por São Luis Maria Grignion de Montfort, que em seu Tratado, nos artigos seguintes, nos esclarecia:
«1 - Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo. »
«13 - Meu coração ditou tudo o que acabo de escrever com especial alegria, para demonstrar que Maria Santíssima tem sido, até aqui, desconhecida, e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o reino de Jesus Cristo tomar o mundo, será como uma conseqüência necessária do conhecimento e do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela o deu ao mundo a primeira vez, e também, da segunda, o fará resplandecer. »
«48 - Estas grandes almas, cheias de graça e de zelo, serão escolhidas em contraposição aos inimigos de Deus a borbulhar em todos os cantos, e elas serão especialmente devotas da Santíssima Virgem, esclarecidas por sua luz, alimentadas de seu leite, conduzidas por seu espírito, sustentadas por seu braço e guardadas sob sua proteção, de tal modo que combaterão com uma das mãos e edificarão, com a outra (cf. Ne 4, 17). Com a direita combaterão, derrubarão, esmagarão os hereges com suas heresias, os cismáticos com suas cismas, os idólatras com suas idolatrias, e os ímpios com suas impiedades; e com a esquerda edificarão o templo do verdadeiro Salomão e a cidade mística de Deus, isto é, a Santíssima Virgem que os Santos Padres chamam "o templo de Salomão" e "a cidade de Deus". Por suas palavras e por seu exemplo, arrastarão todo o mundo à verdadeira devoção e isto lhes há de atrair inimigos sem conta, mas também vitórias inumeráveis e glória para o único Deus. Esta cidade que os homens encontrarão no fim do mundo para se converterem e saciarem a sua fome de justiça é a Santíssima Virgem, que o Espírito Santo denomina "cidade de Deus" (Sl 88, 3). »
A cada momento que se passava mais desejo era o nosso de colocarmos os olhos nesta terra, que para nós, era a terra prometida. Porém, só na plenitude dos tempos, um dia voltando do acompanhamento espiritual com Padre Valdo, nosso orientador, em São José de Mipibú-RN, interrogando a Deus, que não compreendíamos como seria o sinal, caiu do Céu, já em Parnamirim-RN, uma estrela cadente, bem próxima de nós, com um brilho muito forte, parecia que rasgava o céu, mas que na verdade indicava a região. Mas o que foi mais interessante, é que aquela estrela despertou uma imensa gratidão e certeza do tempo de Deus. Era noite, e assim fomos dormir ansiosos para de dia retornarmos ao local.
Acompanhados por um corretor de imovél, visitamos várias granjas, umas tinham água, mas eram bem niveladas. Outras desniveladas, mas nada de água. Tinha uma granja, com o nome de Nossa Senhora, todavia, distante de onde a estrela havia caído. Até que no dia 23 de setembro de 2006, seria nossa ultima visita naquele dia, encontramos uma granja que estava abandonada, o mato bem crescido, sem aparência e sem atração.
O que parecia sem cor, foi despertando alegria ao ficarmos sabendo que aquela propriedade, tinha poço, e que na região havia fontes de água mineral. Ao chegarmos à parte baixo, pois a terra era bem desnivelada, deparamos com o Rio Pitimbú. Olhando do rio se via a casa na parte de cima. E para completar as três características ficava próximo, de onde percebemos o sinal da estrela.
Entrarmos na casa, no dia que a Igreja faz memória a São Pio, e uma legião de maribondos nos picaram. Isto muito nos deu a convicção, que havíamos encontrado o local escolhido por Deus. Logo nos lembramos dos anúncios proféticos de Montfort: «114. Vejo, no futuro, animais frementes, que se precipitam furiosos para dilacerar com seus dentes diabólicos este pequeno manuscrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para escrevê-lo, ou ao menos para fazê-lo ficar envolto nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que ele não apareça. Atacarão até, e perseguirão aqueles e aqueles que o lerem e o puserem em prática. Mas não importa! Tanto melhor! Esta visão me encoraja e me dá a esperança de um grande sucesso, isto é, um esquadrão de bravos e destemidos soldados de Jesus e de Maria, de ambos os sexos, para combater o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que virão e como ainda não houve. »
Saímos correndo da casa, porém sorridentes e também dizendo como Montfort: Mas não importa! tanto melhor!
Com certeza estas picadas nos encorajaram e nos dão à esperança de um grande sucesso, isto é, um esquadrão de bravos e destemidos soldados de Jesus e de Maria, de ambos os sexos, para combater o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que virão.
Pedimos que o corretor descobrisse logo de quem era aquela terra.
Recorrendo a Adoração, para que Deus confirmasse ou não o terreno, nos veio à passagem em Jeremias. «6. Foi nestes termos que me falou o Senhor, disse Jeremias: 7. Eis que virá Hanameel, filho de teu tio Selum, a fim de te propor a compra de sua terra de Anatot, pois que tens prioridade para comprá-la. 8. Hanameel, meu primo, veio, portanto, procurar-me no cárcere, como havia anunciado o Senhor. Compra, disse-me então, a minha terra de Anatot, na terra de Benjamim, porque cabe a ti, por direito de herança, resgatá-la. Compra-a, portanto. Compreendi que nisso havia um convite do Senhor. 9. Assim, comprei a terra de meu primo, fixando-lhe o preço: dezessete siclos de prata». (Jr 32, 6-9)
Ainda dizia mais: "Porquanto, eis o que predisse o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Ainda serão compradas casas, campos e vinhas desta terra". (Jr 32,15) "Vou reunir os habitantes de todos os países em que os exilaram minha cólera, meu furor e indignação, e os trarei para aqui, a fim de que habitem em segurança". (Jr 32,37)
"Com eles firmarei pacto eterno, por cujos termos não cessarão mais de lhes proporcionar o bem, e no coração lhes infundirei o temor para que de mim não se venham a afastar". (Jr 32,40)
"Serão comprados campos na terra, da qual dizeis ser um deserto sem homens nem animais, entreguem aos caldeus". (Jr 32,43)
"E serão eles comprados a peso de dinheiro, escrituras serão passadas e seladas perante testemunhas, na terra de Benjamim, nos arredores de Jerusalém, nas cidades de Judá, nas cidades das montanhas, da planície e do Negeb, porque a sorte dos cativos eu a mudarei - oráculo do Senhor". (Jr 32,44)
Aos nossos olhos só havia, encanto. Estávamos maravilhados, até que começaram os que conosco estavam a nos transmitir, medo, por ser uma região perigosa e distante. Entretanto, só em Deus estamos seguros.
No dia 29 de setembro, dia dedicado a São Miguel Arcanjo, perguntávamos ao Senhor, se deveríamos realmente efetuar a compra. Os argumentos das pessoas a respeito dos perigos eram reais.
Será que aquele seria o pedaço de terra, que Deus haveria nos reservado? Nenhuma outra resposta seria mais precisa. “20. Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. 21. Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome está nele. 22. Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários. 23. Porque meu anjo marchará adiante de ti e te conduzirá entre os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os cananeus, os heveus e os jebuseus, que exterminarei. (Ex 23,20- 23)
Mesmo antes da compra, nossos corações estavam naquelas terras, já víamos os jardins, a capela, era tudo colorido... Íamos quase todos os dias lá. Embora, tivesse algo, querendo nos afugentar, nos levar a desistir.
Numa ocasião, quando estávamos indo para lá com Pe. Manoel, passamos por um homem correndo com uma arma, atrás de um bandido.
No caminho, nas encruzilhas, havia sempre várias oferendas, (macumba). Casa de Candomblé e Igreja protestante seriam os nossos vizinhos. Em outro dia, ao sairmos da propriedade, percebemos policias rondando, nosso carro, por pensar ser um carro roubado. Tivemos que explicar que era nosso, e eles nos disseram que naquelas redondezas ocorriam crimes, é que até, naquela granja, que queríamos comprar já havia ocorrido dois assassinatos. Sei não...
Tínhamos no nosso coração, tanto a certeza, como o pavor. E agora Jesus, o que fazer?
“3. Filho do homem, dizia-me, envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes, revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais vêm pecando contra mim até este dia. 4. É a esses filhos de testa dura e de coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Senhor Javé. 5. Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão de ficar sabendo que há um profeta no meio deles! 6. Quanto a ti, filho do homem, não os temas, nem te arreceies dos seus intentos, conquanto estejas entre moitas de abrolhos e de espinhos e vivas entre escorpiões; não te deixes intimidar por suas palavras, nem te espantes com sua atitude, porque é uma raça rebelde. 7. Tu lhes transmitirás os meus oráculos, quer te dêem ouvidos ou não; é uma raça pertinaz. 8. E tu, filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde, como essa raça de rebelados. Abre a boca e come o que te vou dar. 9. Olhei e vi avançando para mim uma mão, que segurava um manuscrito enrolado, 10. “Que foi desdobrado diante de mim: estava coberto com escrita de um e de outro lado: eram cânticos de luto, de queixumes e de gemidos”. (Ez 2, 3-9)
Nesta passagem de Ezequiel, até o versículo nove, servia de estimulo. Entretanto o décimo, nos amedrontava, embora não tivéssemos mais dúvida que fossem comprar. Tudo ficou muito claro quando fomos falar com a Dona Teresa, (proprietária da terra, que usava um escapulário) e Ela trouxe o inventário (cânticos de luto) de seu esposo que havia sido assassinado.
Ela pedia financeiramente pelas terras, justamente o dobro daquilo que possuímos. Mesmo assim, fizemos à proposta da metade, embasados numa passagem que a tempo tínhamos lido.
"Quanto às outras despesas que deverás fazer para o templo de teu Deus, tu as providenciarás por meio dos recursos que o tesouro real te fornecerá". (Esd 7,20)
A nós só cabia pedir a Nossa Senhora, Tesoureira Real, que pagasse de alguma forma a outra parte da finança. Só a Mãe do Céu, podia tocar o coração de Dona Tereza, que aquelas terras deveriam ser nossas. E assim, aconteceu. Ela cedeu, ao valor que tínhamos proposto. Ainda nos disse que a tempo, outra pessoa insistia querendo comprar aquelas terras, mas algo a impedia, de ter fechado o negócio.
Mais uma vez, Dona Francisca nos orientou. Assim, ela nos dizia: Nossa Senhora, sempre procura uma terra, não já santificada, mas uma a ser santificada. Apenas com o sangue do Cordeiro, na Santa Missa, seria capaz de lavar o sangue derramado, naquela casa. Pois os dois homens, que lá foram mortos eram o dono (esposo de Dona Tereza) e o seu caseiro.
No terreno havia uma casa, mais parecia àquela canção... «Era uma casa muito engraçada não tinha teto não tinha nada, ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão, na casa não tinha parede.
Na verdade, haviam roubado tudo... até os vasos sanitários. Porém, é nesta casa, que hoje habita o Rei da Glória. Assim que compramos o terreno, levamos Dom Matias que abençoou toda a terra.
Pe. Lorenzo, Mãezinha e Paizinho, da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus, logo vieram de João Pessoa, e em meio dos destroços e pedreiros foi realizado pela primeira vez o sacrifício da Santa Missa, apresentando a Deus, toda a intenção de nossos corações, as almas daqueles lá assassinados e também pelos operários que estavam construindo a Casa de Nossa Senhora.
Em meio à construção fomos nos ligando ao povo da redondeza, interagindo com eles nas celebrações locais, até que no dia 17 de março de 2007 foi celebrada a primeira missa na Capelinha, ainda em “chão batido”. Foi presidida por Padre Raimundo Lopes (Vigário da Paróquia São Pedro).
A terra assombrada passou a ser a Casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus, onde com quatro meses passou a ser a nossa moradia.
Nosso Pai Dom Matias, sempre nos acompanhou, orientou e abençoou. E em 22 de Abril de 2007, pelas mãos do nosso Arcebispo, foi entronizado o Santíssimo Sacramento, dia especial também por comemorarmos os 15 anos de nossa filha Carolie.
No dia 16 de junho, tivemos a grande graça de recebermos para conosco morar o Pe. José Lenilson. Segundo o próprio Dom Matias, ele seria cedido ao carisma de nossa comunidade, por um período de seis meses. E que no tempo preestabelecido deveria ir para onde fosse enviado.
Já havíamos tido a experiência de residir com Pe. Flávio Jerônimo , nosso co-fundador. Este passou conosco seus últimos dias, já convalesceste em sua saúde, cuidamos dele. Para nós ele foi um mestre como o sacerdote Eli, foi para Samuel. Como Eli, ele nos ensinou que a fé em Deus traz bênçãos enquanto que a desobediência leva à desgraça. Esta verdade foi dita pelo próprio Deus ao sacerdote Eli: "Respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam" (1 Samuel 2.30).
Foi um tempo precioso, de resignação e preparação. O Pe. Flávio nos ensinou também que quando ouvíssemos a voz de Nosso Senhor, respondêssemos: Falai, Senhor; vosso servo escuta! Tínhamos a compreensão, que o convívio com ele, seria um tempo de transição, um tempo de receber o cajado de Deus para a missão. Depois da Fraternidade fundada ele só viveu humanamente 3 meses, em nosso meio. Hoje temos a crença que ele, muito zela pela Casa de Retiro. Ele ainda em Mossoró, cidade que morava antes de vir para Natal, começou a construir a “Casa de Nossa Senhora”.
Conviver com o Pe. Lenilson foi um tempo também de graça. Acima de tudo e por tudo, um tempo de amor...
Foi à possibilidade de poder trabalhar junto com Jesus, na pessoa dele. Leigos e sacerdote, juntos na missionariedade, onde nós podíamos também complementar sua missão e vice-versa. Vivemos momentos fraternos de alegrias e sofrimentos, momentos de oração e penitência.
Uns dos traços marcantes do Padre José Lenilson, é a sua obediência a Igreja, a valentia em defender a castidade sacerdotal e sua forma de seguir o exemplo de Cristo desapegado e pobre. Mas o seu ser dócil, ao amor da Santíssima Virgem, foi o que verdadeiramente nos uniu.
No dia 26 de julho, (dia de Santana) do mesmo ano, ele fez sua consagração a Nossa Senhora, aos pés da Imagem de Nossa Senhora do Carmo, na Casa de formação, e teve sua carta assinada por Pe. Valdo e também por nós, pois o recebíamos, naquele dia como um filho no carisma a nós confiado.
Em virtude de não termos, como até hoje regras para uma vida comunitária, com horários e divisão de trabalho estabelecido, nosso preceito e norte, nesta vida fraterna entre o sacerdote e nossa família, sempre foi o amor e a caridade. Se alguém precisava, o Padre já estava à disposição, mas se era o padre que precisava, estávamos nós a disposição dele.
Tempo de exaltação para os que faziam retiro, em
nossa casa.
Imaginem só, estar se retirando numa casa toda consagrada a Mãe do Altíssimo. Verde na paisagem criada por Deus, regada ao amor e singeleza. Além de poder encontrar a presença de Jesus Eucarístico, paz e tranqüilidade. E durante os retiros, por meio das pregações e do toque da Santíssima Virgem, as pessoas perceberem suas fragilidades e pecados, e na mesma casa poderem encontrar um sacerdote para absorvê-los de suas falhas e introduzi-los novamente no caminho reto do Senhor. Que maravilha... É graça.
O tempo para o homem é bem diferente do tempo do Senhor. Estes seis meses passaram como um furacão, não pela destruição, mas pelas marcas deixadas. Em janeiro de 2008, Pe. Lenilson recebeu a determinação de ir para Santa Cruz.
Da mesma forma que louvamos a Deus, pela determinação de Dom Matias, em permitir a vinda de Pe. Lenilson, para conosco evangelizar, também agradecemos ao Senhor da Messe pela decisão de Nosso Arcebispo de enviar nosso padre, para Santa Cruz/RN. Assim, acatamos as orientações de nossa Mãe Igreja e abençoamos o nosso filho para sua nova missão.
Como precisamos de um sacerdote, para na hora certa, curar as feridas e saciar as almas sedentas de Deus, que procura a Casa de Retiro.
Com certeza por meio da comunhão e adoração à Santa Hóstia Consagrada, é comunicada toda a força indispensável, para que a humanidade viva na graça. Mas todo cristão, deve também realizar seu retiro espiritual.
Num retiro deve se buscar muito mais que descanso e lazer. Tem que haver o objetivo da oração, reflexão da palavra de Deus, o que possibilita o encontro com Senhor e seus mandamentos.
É verdade, a palavra pode ser lida em casa, sem se retirar para um local especifico. Entretanto, quando uma pessoa se ausenta de suas atividades, de suas ocupações e preocupações do dia a dia e procura a estrutura da Casa de Retiro, ambiente mariano e eucarístico de paz, aconchego e de silêncio em busca de ter uma experiência com Deus, é muito mais favorável conseguir esta intimidade, esta comunhão com o Altíssimo, para discernir qual a vontade de Deus, em sua vida.
Ao buscar um retiro, a dedicação deve ser exclusiva a Deus, pois este tempo, fica reservado para oração de agradecimento e louvor, como também de súplica. A intercessão de Nossa Senhora será eficaz, nestes dias que Ela, contigo pede a Deus, pela resolução de seus problemas e a libertação de seus vícios.
Um dia na Casa de Retiro, pode ser um dia de penitência e reparação as ofensas aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Estejamos abertos para a obra de restauração e bênção que a Virgem Santa nos providenciará, ao recorrer ao seu Filho Jesus.
Jesus que era santo e puro orou continuamente. Ele realizava seus retiros. A oração para Cristo era intimidade com o Pai. 34. Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam. 35. De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração. (Mc 1, 34- 35)
45. Imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo. 46. E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar. (Mc 6, 45-46)
Jesus quando foi levado ao Getsêmani, anunciou a prática que tinha da oração, mas exortava que os discípulos tinham que também ficar vigilantes. 37. Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: Simão dormes? Não Pudeste vigiar uma hora! 38. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 39. Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. (Mc 14,37-39)
Deus, nada dá sem sentido. Não nos daria uma terra, se não fosse para a colocarmos a sua disposição.
A casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus, não é exclusividade dos membros da comunidade. Mas é para todos os Filhos da Mãe de Deus, que busquem um encontro pessoal com Jesus, pelas mãos da Virgem Maria.
Para os membros da Fraternidade, a Casa de Retiro vem a ser um local de aproximação e união. Com a possibilidade de despertarem juntos na urgência dos tempos e no respeito coletivo ao irmão.
Foi pela graça de Deus, e não por seus próprios méritos, que Noé foi escolhido para construir a arca, também nós membros da Fraternidade, não por nossas virtudes, mas pela eleição Divina, devemos preparar a arca, a Casa de Retiro, como refúgio, tanto para nos salvar, como também a outros do cruel inimigo da Santíssima Virgem.
Ela mesma na sua aparição em Fátima, Portugal, nos chamou para o "refúgio do seu Imaculado Coração" e prosseguiu com essas mensagens em várias aparições através do mundo.
De acordo com o artigo 54 do Tratado da Verdadeira Devoção: « O poder de Maria sobre todos os demônios há de patentear-se com mais intensidade, nos últimos tempos, quando Satanás começar a armar insídias ao seu calcanhar; i. É, aos seus humildes servos, aos seus pobres filhos, os quais ela suscitará para combater o príncipe das trevas. Eles serão pequenos e pobres aos olhos do mundo, e rebaixados diante de todos como o calcanhar, calcados e perseguidos como o calcanhar em comparação com os outros membros do corpo. Mas, em troca, eles serão ricos em graças de Deus, graças que Maria lhes distribuirá abundantemente. Serão grandes e notáveis em santidade diante de Deus, superiores a toda criatura, por seu zelo ativo, e tão fortemente amparados pelo poder divino, que, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, esmagarão a cabeça do demônio e promoverão o triunfo de Jesus Cristo. »
Noé recebeu a promessa de um mundo renovado. Moisés teve a graça de receber as Tábuas da Lei. E Nossa Senhora? Ela não carregou os mandamentos. Todavia é considerada a "nova aliança", por ter carregado a «Nova Aliança, Jesus Cristo», dentro Dela. Assim, podemos todos nós seus escravos, e membros atuantes no carisma, aguardar a promessa dos “novos céus e uma nova terra“.
Estamos vivendo um "tempo de graça", como foram os dias antes do dilúvio. Mas, é muito arriscado, deixar para entrar de ultima hora, na arca. A decisão deve ser hoje, pois se for esperar a disposição de subir na arca quando virem que a tempestade estar para chegar, mas não tiverem ajudado a construí-la, pode ser que as passarelas já estejam fechadas quando tomarem a determinação.
Bendito seja cada prego fincado na Arca de Noé. Cada esforço que aqueles oito fizeram, para terem suas vidas na segurança de Deus.
Nossa Arquidiocese é carente de locais para as pessoas terem seus momentos espirituais com Deus. A nossa existência como Casa de Retiro é abençoada e propagada dentro da Igreja.
Pedimos a nossa Mãezinha a virtude para abraçarmos esta missão tão nobre de acolher a cada dia, grupos que queiram refugiar-se na oração para crescer no amor.
Deus está tendo paciência extraordinária conosco. A Virgem Maria em cada recanto da Casa está providenciando para os que se retiram uma oportunidade de arrependimento pelos atos de ingratidão com seu Filho Jesus.
Nosso intuito é que através da oração, adoração, convívio e visita a Casa da Mãe, o retirante, a cada passo, consiga aprimorar sua vida interior, no desejo e busca das coisas do Alto. Além de apurar seu culto a Nossa Senhora numa verdadeira devoção. Que enxerguem e confie mais na Mãe de Deus, como Mãe de toda a humanidade; como uma educadora, já que foi a de todos os santos; como uma animadora, pois excitante é o fogo do seu amor. Como aquela que pode modelar o coração de todos e fazer subir na arca.
O CARISMA DA FUNDAÇÃO: É fazer Maria Santíssima mais conhecida e amada, através de formações em grupos e da vivência do evangelho como escravos de amor de Nossa Senhora, aguardando e anunciando a volta gloriosa e o reino de Jesus.
A Casa de Retiro está totalmente em coerência com o que nós somos chamados. As pessoas que se retiram em nossa casa pelo ar que respiram, são submetidos a um maior amor pela Virgem. Toda a Casa mesmo sendo insuficiente, está empreguinada das honras que são devidas a Mãe de Deus.
Mesmo que não sejamos os pregadores dos retiros, não há como alguém estar na Casa, e não reconhecer Maria Santíssima, como a missionária acolhedora que deseja levar a todos os retirantes a presença Eucarística de seu filho Jesus. Pois, só Ele converte, cura, nos perdoa e nos envia a missão.
O pórtico da Capela, tendo a inscrição Totus Tuus, desperta nas pessoas a curiosidade para saber o significado. E quando explicamos: "Eu sou todo teu, e tudo o que é meu te pertence, meu amável Jesus, por meio de Maria, tua Santa Mãe" exercemos o nosso carisma.
Divulgamos a consagração pelo nosso testemunho e pelas frases de São Luís, escritas na Casa a respeito de Nossa Senhora. Nossa meta é levar à humanidade a compreensão que só há um meio, um lugar seguro para permanecermos nestes últimos tempos, que com certeza é o coração Imaculado de Maria.
João Paulo II, dizia que entre todas as devoções, a que consagra e conforma mais uma alma a Nosso Senhor é a devoção a Maria, sua Mãe Santa, e que quanto mais uma alma estiver consagrada a Maria Santíssima, tanto mais estará consagrada a Jesus Cristo.
A Casa de Retiro é um grande convite aberto às pessoas, não para fazê-las membros, da Fraternidade, mas para prepará-las como soldados que sobrevivam aos terríveis flagelos que iremos passar.
Em todas as partes, em todas as paróquias e comunidades, tem que existir os Escravos de Amor. Montfort nos garante, no Tratado: “Sabemos, enfim, que serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas de sua pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinando o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho, e não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. Terá na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seus ombros ostentarão o estandarte ensangüentado da cruz, na direita, o crucifixo, na esquerda o rosário, no coração os nomes sagrados de, Jesus e de Maria, e, em toda a sua conduta, a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo”
Aliança de Amor com a Comunidade servos de Maria do Coração de Jesus
A Mãe Santíssima e a Igreja nos manifestam que fazemos parte de um corpo. Corpo este, constituído de muitos membros. Que todos em sintonia devem trabalhar juntos na propagação do Evangelho até os confins do mundo. “4. Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, 5. assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.” (Rom 12, 4-5)
Realizamos em maio de 2007, uma aliança espiritual com a Comunidade Servos de Maria do coração de Jesus, cuja sede é em João Pessoa/PB. Cada comunidade, com sua casa, com seu terreno, mas vivenciando nossos carismas distintos em unidade. Esta vida fraterna, antes de ser uma construção humana é um dom do alto. Com certeza, existe muito amor entre nós, muitas semelhanças. Mas sentimos que esta aliança e comunhão nasceram, não por nossas simpatias, e sim, simplesmente pela vontade de Deus.
Nossa união se deu pelo dom que as duas comunidades receberam: Preparar o Reino da Virgem Maria para que venha o Reino de Jesus, pela Consagração ensinada por São Luis Maria Grignion de Montfort. Assim sendo, consagrados a Nossa Senhora, inseridos no contexto das Novas Comunidades, e como missionários que somos tanto nós, os discípulos, quanto os servos de Maria, divulgam a consagração a Nossa Senhora.
Adão foi criado e para que, este não se sentisse só, Deus fez para ele, uma ajuda adequada, a mulher.
Para nós Fraternidade, os Servos de Maria é uma ajudada adequada, assim como para eles, os discípulos também formam uma ajuda.
. Nós precisávamos de pessoas na Casa de Retiro, para cuidá-la e receber os peregrinos. Os servos precisavam crescer no conhecimento da consagração e na metodologia de levá-la aos grupos. Tínhamos a hospedaria para abrigar os retirantes, mas faltava o Templo para abrigar os peregrinos. Destas necessidades, foram brotando no coração de ambas comunidade o desejo de aliança, sem deixar suas especificidades.
Nada melhor, que a pequenez das duas comunidades, para que ambas pudessem crescer nos braços de Nossa Senhora.
Tudo fazemos de acordo com os desígnios de Deus. Para efetivar esta aliança, que já ardia em nossos corações, pedimos ao Espírito Santo Revelador um sinal, uma palavra de ordem. Estávamos em adoração ao Santíssimo Sacramento, juntamente com os fundadores dos Servos e Pe. Lorenzo quando nos foi dirigida a palavra em Ezequiel, Capítulo 47. Esta passagem falava de águas que jorravam próximo do templo e que escorriam e eram lançadas no mar, de sorte que suas águas se tornaram mais saudáveis.
“7. Ora, retornando, avistei nas duas margens da torrente uma grande quantidade de árvores.
8. Essas águas, disse-me ele, dirigem-se para a parte oriental, elas descem à planície do Jordão; elas se lançarão no mar, de sorte que suas águas se tornarão mais saudáveis. 9. Em toda parte aonde chegar a corrente, todo animal que se move na água poderá viver, e haverá lá grande quantidade de peixes. Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida. 10. Na praia desse mar estarão pescadores; eles estenderão suas redes desde Engadi até Engalim, e haverá aí peixes de toda espécie em abundância, como no grande mar. 11. Mas seus mangues e charcos não serão saneados, abandonados que estão ao sal. 12. Ao longo da torrente, em cada uma de suas margens, crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio. 13. Eis o que diz o Senhor Javé: eis os limites da terra que partilhareis entre as doze tribos de Israel. José terá duas partes. 14. Cada um dentre vós herdará uma parte igual, porque jurei com a mão erguida dar essa terra a vossos pais; por isso, essa terra deve tocar-vos em partilha.”
Com esta orientação sobre o santuário, começamos a procurar uma terra próxima a nossa para que os Servos de Maria pudessem comprar. Mas não seria qualquer terra, mas uma que jorrasse do chão água. Realmente dois terrenos depois do nosso havia uma terra assim, fomos conversar com o proprietário para adquirir. Nossa... Ele pediu dois milhões... E agora Jesus? Compreendemos que não teria como comprar a terra com água.
Oferecemos para que os Servos ficassem com uma parte da nossa terra. O versículo 14, falava de uma partilha da terra.
Depois do nosso desapego e na obediência a Palavra, na nossa terra começou jorrar água do chão e para todos foi um sinal fortíssimo da vontade de Deus. Assim, os Servos de Maria compraram a outra terra vizinha a nossa e trocamos, pois a terra com água é que deveria ser a terra do santuário.
As duas comunidades mesmo estando no espaço territorial de Macaíba/RN estão sobre a guarda e benção de Parnamirim. Este acordo entre o Pe. Antônio Murilo de Paiva, pároco de Nossa Senhora de Fátima - Parnamirim e o Pe. Julio César Souza Cavalcante, administrador Paroquial de N. Senhora da Conceição em Macaíba, reza que a área de Bela Vista, Macaíba (onde se encontra as comunidades), ficaria sobre os cuidados paróquias de Parnamirim.
Toca fortemente nos corações das duas comunidades o amor pelos sacerdotes e o desejo de velos santos. Ambas envolvidas no projeto de aliança de amor pela santificação do Clero da Arquidiocese de Natal e na comemoração do Ano Sacerdotal aguardam o dia 21 de agosto de 2009, para com próprio Dom Matias colocarmos a pedra fundamental, marcando o inicio da construção do que poderá ser por graça, o Santuário com o propósito de Adoração Eucarística Perpetua pela santificação dos sacerdotes. Será dedicado a Nossa Senhora do Monte Carmelo. Este terá como Co-Patrono São João Maria Vianney e sua relíquia, para ser venerada. É claro, se nosso Arcebispo assim, discernir e der o decreto como Santuário a essa Igreja que será construída pela iniciativa da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus.
A nota da prática da adoração eucarística exorta:
“sejam identificados lugares específicos que possam ser reservados especificamente para a adoração eucarística contínua. A Providência Divina não deixará de permitir que se encontrem também benfeitores que contribuam com obras aptas a pôr em prática este projeto de renovação eucarística das Igrejas particulares, como, por exemplo: construção ou adaptação de um lugar de culto para a adoração, dentro de um edifício de culto maior; aquisição de um ostensório solene ou nobre paramento litúrgico; o patrocínio de material litúrgico-pastoral-espiritual para essa promoção”.
A cidade francesa, Ars-sur-Formans, onde o santo desempenhou a sua missão durante toda a vida, guarda seu corpo, incorrupto. A paróquia de Ars se tornou um grande santuário de peregrinação. Mas os que não poderem ir lá, terá em Macaíba/RN, a relíquia, deste santo para ser venerada e encontrarão a presença de Nossa Senhora do Monte Carmelo, como Rainha do Clero, intercedendo junto ao Corpo de Cristo pela santidade clerical, unidade dos sacerdotes e obediência destes ministros a Santa Mãe Igreja.
Muitas pessoas até sentem o chamado de fazer um retiro espiritual, mas muitas destas não querem se desligar de suas preocupações, de sues valores, de suas comodidades e por isto não conseguem atingir o objetivo desta ação que verdadeiramente deve ser retirar-se das ocupações cotidianas, dos seus ambientes confortáveis, das distrações e barulhos do mundo para buscar um encontro com Cristo e sua Mãe Santíssima.
O Anjo Gabriel já anunciava a Virgem Maria, que Seu Filho Jesus, seria sinal de contradição. Quantas pessoas querem e acham que vão encontrar o Deus vivo e verdadeiro na ostentação, ou pior nos prazeres da carne.
Num retiro onde as pessoas se entregam a Deus o que não pode é esquecer-se das devoções, das orações, dos estudos bíblicos, dos momentos Eucarísticos, do que lhe provoca arrependimento, do desejo ardente do sacramento da confissão, de uma alimentação moderada e que tudo isto deve acontecer numa acomodação que valorize a experiência que a própria família de Nazaré fez: a simplicidade e o despojamento.
Quando Deus despertou em nós a moção de construir a Casa de Retiro escutamos no coração: “Não temas, coragem e ousadia”. Resolvemos então, imitar os passos de Jesus menino e humilde.
Compreendemos que as pessoas precisavam, não era de ter uma experiência com o conforto, com o luxo, com a grandeza do próprio homem, com aquilo que ele pode construir usufruir ou fazer, mas que seria nosso dever enquanto Casa de Retiro, deixar aparecer e valorizar o que Deus faz e o que Deus é: “o Criador de todas as maravilhas.”
É necessário distinguir também entre “lugar do encontro” e “lugar do descanso”. É necessário relaxar e dormir num retiro? Sim, com certeza. Mas, mais que isto, é necessário buscar quem lá estar. Jesus, o Sumo Sacerdote, habita na Casa como em todos os Tabernáculos. Mas muitas vezes na rua, no irmão, na palavra ou na Eucaristia Jesus está presente, e você não o percebe. Agora veja a diferença, quando você vai a um retiro se imagina que sua meta é o encontro com Ele. Você não deve perder este foco.
A terra onde hoje está alicerçada a Casa de Retiro é uma terra prometida por Deus. Onde seus filhos, numa Casa dedicada a Santíssima Virgem fazem um encontro com a Verdade, pois esta é a única força que tem poder de nos libertar. Um retiro é frutuoso não apenas pelas as emoções sentidas, mas pelas decisões de extrair de nossos hábitos nossos vícios e pecados.
O que tem que ser claro em nossas vidas é a verdade que Deus nos amou primeiro. Que foi Ele que quis vir ao mundo inteiramente e depender da humilde e jovem de Nazaré. Que deu sua vida por nós numa cruz, mas que pelo sofrimento nos resgatou do poder das trevas. Estas verdades são as reais vigas que podem nos sustentar neste mundo corrompido pelos falsos valores. Para que desejar pilares bonitos que não nos levam ao Céu? A única laje que impede do inimigo arrombar e nos assaltar é a armadura do Cristão. Aquele que busca um retiro estrutural terá dificuldade em fazer um retiro espiritual.
A mística da Casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus, não está na construção.
Não fomos chamados a nos preocupar com pé direito, com os acabamentos, com as cerâmicas e louças de porcelana, nem a ter um colchão extremamente macio, nem mesmo no oferecer filé mignon nas refeições.
O que devemos enquanto instituição é sempre acolher com carinho, amor, limpeza e taxas acessíveis a todos os retirantes e fazer com que estes sintam o aconchego do ar mariano. Em cada cantinho um encontro com a Virgem Maria. Esforçamos-nos para que em harmonia os retirantes aproveitem e valorizem o despertar com o nascer o sol, a consolação no canto dos pássaros que emitem um louvor, na água que produz alívio das tensões que corre do rio, no bálsamo e do bem-estar de poder adorar Jesus Sacramentado e como efeito sentir o desejo de esvaziar-se de si mesmo. Há quanto tempo você parou para contemplar o entardecer do dia e se encantou com a lua que surge? Só Deus pode criar o que verdadeiramente é belo.
É preciso sentir o terreno, o clima, a paz e o verde da Casa de Retiro e descobrir que nele a cada celebração Eucarística, Cristo derrama seu sangue redentor e purificador. Estar na casa é poder receber o tratamento médico de cura e libertação no colo da Virgem Mãe de Deus.
Nada em Deus é por acaso, mas tudo tem uma razão. Quantas pessoas precisam ser saradas, seja de seus medos, de seus pantins, de seus traumas e até de seus complexos seja de superioridade ou inferioridade. É fundamental colocar sua confiança unicamente e inteiramente em Deus. Aquele que busca retirar-se terá dificuldade em renascer se não aceitar morrer. Se nosso terreno é desnivelado faça a experiência de subir ao deserto, atravesse o rio. O leão não devorou Daniel, o que te poderá fazer os mosquitos e os sapos? Percorra o caminho da Via-Sacra. Se o sol é quente mais quente é o inferno. Visite o calvário e reflita o amor imensurável que Deus tem por ti. Imagine que hoje o tipo de hospedaria simples que pode te abrigar São José, o Pai nutrício de Jesus, não pode entrar e nem levar sua santa família. A habitação terrena que acolheu nosso Messias foi um estábulo, lembra?
As pessoas dizem querer fazer um retiro espiritual. Para aqueles que buscam nossa Casa, é bom que fique bem claro que Deus não nos chamou para ser uma pousada, nem um hotel, onde o dinheiro pode comprar seus desejos.
Confira nas fotos a candura, a beleza e a grandiosidade que Deus nos propõe neste lugar abençoado. Aquele que busca as coisas Divinas encontrará mais dignidade em ser um retirante Filho de Deus, do que ser o mais importante hóspede de um hotel extremamente luxuoso.
Dormir e acordar na Casa de Retiro é pernoitar no Palácio do Rei dos Reis, na companhia da Mulher coroada pelas doze estrelas.
Por Mara Maria, fundadora da Fraternidade Discipulos da Mãe de Deus
Retirar-se, Lembra momentos quando... Caim afastou-se da presença do Senhor. Elias saiu para o Monte Carmelo rezar. O Anjo Gabriel escutou o sim da Virgem Maria. Jesus foi para um lugar afastado se ofertar. A Mulher partiu para o deserto e foi sustentada.
Aos que se retiram, em busca de Deus, Ele os livra dos perigos...
Em alguém, Ele próprio se encarnou. A uns, Ele livrou da fornalha. A outros das águas profundas. A muitos das mãos do faraó. A todo o seu povo, fez atravessar o deserto. A nós, filhos da Mãe de Deus, só nos cabe rezar, esperar e suplicar...
Senhor, que dos devotos de Sua Rainha, não retires a tua paz. Cristo Jesus, dos associados de Sua Mãe, não retires a tua proteção. Espírito Santo, que dos consagrados da Sua esposa, não retires a tua salvação. Pai criador, que dos discípulos de Sua Filha, não retires a tua misericórdia. Santíssima Trindade, dos membros de sua Fraternidade, não retires o alimento Eucarístico.